<$BlogRSDUrl$>

domingo, maio 16, 2004

0!
É hoje! Este blog vai mudar de sítio. Os posts já foram. Os comentários irão aos poucos. Espero que a mudança seja para melhor. http://cavesdocomandante.weblog.com.pt

sábado, maio 15, 2004

FALTA 1!

sexta-feira, maio 14, 2004

...4, 3, 2!

terça-feira, maio 11, 2004

NATAÇÃO EM BEJA
PROVAS DE PREPARAÇÃO e FESTIVAL DO 3º AGRUPAMENTO


design por João Ilhéu

Um dos meus desportos preferidos que pratico há já muitos, muitos anos. No entanto, não vou nadar. Vão outros, o presente e futuro da modalidade nesta cidade. E com eles, outros vindos de outros sítios.
FALTAM 5 DIAS!

segunda-feira, maio 10, 2004

E ASSIM ACONTECE...
Estou para aqui sentado a decidir o que fazer este fim de noite. A televisão faz desfilar novelas em barda. Nem sei quais. Há já uns anos que decidi não perder tempo com elas e, deixem-me que vos diga, tenho cumprido esta minha promessa religiosamente vai para cerca de seis, sete anos. A única coisa que neste momento me desperta o interesse é a entrevista do Xanana Gusmão na 2. Mas hoje é daqueles dias em que me apetece alargar a minha cultura cinematográfica. Xanana, desculpa o desrespeito. Olho para a estante onde tenho os meus filmes. Já é tarde e amanhã tenho que trabalhar. Não me posso deitar muito tarde… outra vez. Entre os que TENHO que ver num futuro próximo, encontra-se o "Querido Diário" do Nanni Moretti, "Vertigem Azul" do Luc Besson e a história de Miles Davis, mítico trompetista de Jazz. Mas demoram tanto tempo. Na melhor das hipóteses, deitava-me lá para as duas da manhã. Não! Se calhar vou optar por um ou dois episódios do "Allô Allô". Um registo completamente diferente mas igualmente bom. Certeza, certeza, só que vou acabar a noite embrenhado no "Chocolate", versão de papel.
Boa noite e até amanhã.
Bons sonhos.

FALTAM 6 DIAS!
...e eu já estou farto de contar!

domingo, maio 09, 2004

ONTEM FALTAVAM 8. HOJE, SÓ JÁ FALTAM 7!
...isto se a matemática não me enganar.

sexta-feira, maio 07, 2004

FALTAM 9 DIAS!

quinta-feira, maio 06, 2004

FALTAM 10 DIAS!
(estratégia de marketing reles)

domingo, maio 02, 2004

«CHOTAQUE?! QUAL CHOTAQUE?!» by TOZÉ, natural das beiras (Marco Horácio)
Pronto sou forçado a concordar: não será propriamente um texto de Shakespear, nem os actores mestres na arte de representar mas não foi mau. PORTUGAL, UMA COMÉDIA MUSICAL, é uma peça bem disposta, cheia de debutantes que lhe conferem a tradicional irreverência. Mas, neste caso, debutantes e irreverência não são sinónimo de falta de qualidade. Portugal é caricaturado ao som das músicas do Sérgio Godinho. Pareceu-me tudo muito bem... O Bruno, o Marco, a Mariza, os outros que não me lembro...
Estão à espera que fale da Mariza, não é? NÃO FALO! Depois lá iam as mulheres dizer aquelas coisas que dizem sempre que o tema é a MC, vocês sabem ao que me refiro, aquelas coisas ditas quando lhes dói a articulação úmero-radio-cubital, vulgo, cotovelo. Por mim só tenho a dizer: belo par!... de horas gastas a ver a peça. Valeu a pena.
Um abraço à malta que se reuniu ao toque de chamada.

sexta-feira, abril 30, 2004

HORA COCA-COLA FIGHT
Corre por aí o boato que, a partir de Maio, existem graves riscos ao consumir Coca-Cola. Aparentemente, a famosa bebida será alvo de um qualquer alvo terrorista. Ora pois bem, para além da pouca confiança que tenho nas fontes, acho tudo isto de uma veracidade questionável. De facto, pôr a notícia a correr já pode, eventualmente, causar qualquer coisa como um acto terrorista económico mas, como disse num comentário na Praça da República, até não era necessariamente mau que aparecessem por aí mais destes terroristas preocupados com questões de saúde pública. Imaginem só ameaças de contaminação dos assentos dos automóveis com fungos passíveis de provocar micoses violentíssimas, ou insinuar que as transmissões televisivas da TVI emitiriam radioactividade, ou que os telemóveis provocam impotência… Lá teríamos nós que andar a pé, ver menos televisão ou deixar de falar tanto ao telemóvel! Sem dúvida que isto seria o fim do nosso modo de vida tal como o conhecemos.
Ah, bandidos!

quarta-feira, abril 28, 2004

PORTUGAL... UMA COMÉDIA MUSICAL
Ando com vontade de ir ver isto. Algum de vocês me quer fazer companhia?

segunda-feira, abril 26, 2004

25-04-1974
Voltei. Parei para descansar e aproveitei para pensar um pouco. Envelheci uns dias, porém, talvez não tenha crescido.
Voltei 30 anos e um dia depois da Revolução dos Cravos. Eu não a vivi. Nasci depois. Dizem-me que era tudo muito diferente. Mais difícil... Ainda bem que assim é.
É enorme o distanciamento que se tem quando não se viveu ou não se tem quaisquer memórias desse período. É qualquer coisa tipo uma ignorância (quase) abençoada. Nasci no ano seguinte, numa altura que, por certo, ainda se sentia no ar o cheiro fresco dos cravos. Mas não posso garantir ao certo. Nunca senti outro cheiro no ar que não fosse esse. Dizem que só se sabe o que é a luz depois de conhecer o escuro e eu gostava de ter memórias de tudo o que a revolução quis apagar. Isso dar-me-ia a certeza de que (parece-me) muitos ainda não compreenderam o que significa a liberdade. Ao contrário do que vemos todos os dias, "liberdade" não é sinónimo de "fazer o que se quer". Impunemente, acrescento eu. Falta-nos compreender que os nossos direitos acabam onde começam os direitos de quem está ao nosso lado. Falta-nos desprendermo-nos desta fome de poder outrora característica dos senhores postos a mexer ao som do Grândola Vila Morena e que nos põe a viver uns contra os outros em vez de nos pôr a andar lado a lado.
Mas isto tudo digo eu que sou imbecilmente ingénuo e simplista...
E tanto mais há para dizer!

quinta-feira, março 25, 2004

A CARTA (Toranja)

«Não falei contigo
com medo que os montes e vales que me achas
caíssem a teus pés...
Acredito e entendo
que a estabilidade lógica
de quem não quer explodir
faça bem ao escudo que és...

(...)

Desculpa se te fiz fogo e noite
sem pedir autorização por escrito
ao sindicato dos Deuses...
mas não fui eu que te escolhi.
Desculpa se te usei
como refúgio dos meus sentidos
pedaço de silêncios perdidos
que voltei a encontrar em ti...»


Há músicas assim... que dizem alguma coisa. Muita coisa. Quase tudo.


quarta-feira, março 17, 2004

BELAS PERNAS!
Querem espreitar a mini saia da minha amiga Lila? Para ver mas não mexer!

«The next big thing after Sex in The City!» - B. Stone, New York Times

«Women at their best!» - T. Curry, Herald Tribune

«Sarah Jessica Parker: Beware!» - J. Howard, Daily Telegraph

«Bye bye Lois. I Love you LiLa» - C. Kent, Daily Planet

quinta-feira, março 11, 2004

MADRID É JÁ ALI!
Hoje acordei com a notícia do atentado em Madrid. Um acto maquiavélico cujos requintes de malvadez são indescritíveis e que esteve prestes a tomar proporções ainda maiores. Apesar de tudo e egoisticamente esperei que se tratasse de conflitos internos. Mas não. Estamos em guerra. Mas quisémo-la. Pelo menos, disseram-me isso. Não sei. A mim ninguém me perguntou nada.
Espero por Deus, que Alá nos ache suficientemente insignificantes.
Hoje acordei. E amanhã?...

quarta-feira, março 10, 2004

PARA LER PRIMEIRO E PENSAR DEPOIS...
Ainda a propósito do Dia Internacional da Mulher, numa escola desta cidade que me viu nascer, na disciplina de Formação Cívica, os alunos de 7º ano foram confrontados com um poema sobre a mulher sobre o qual deveriam fazer um comentário. O produto desta tarefa que lhes foi incumbida ultrapassou todas as expectativas. Houve de tudo...

"Qual é o feminino de "sentado no sofá a ler o jornal"?
"De pé na cozinha a lavar a loiça"".


"As mulheres só sabem gastar dinheiro e ver telenovelas. As mulheres servem é para limpar a casa, fazer compras, passar a ferro e fazer a comida e quando o marido sai, pede o cartão de crédito e parecem lobos esfomeados a mexer na conta." Será assim lá em casa?

Pelo próximo tenho um carinho especial. Atentem ao profissionalismo da coisa...
"As mulheres não deviam ter um dia para elas, pois as mulheres já têm folga quando estão em casa a ver televisão enquanto o marido está a trabalhar para ganhar dinheiro para sustentar a casa, a mulher tem de estar a fazer as tarefas domésticas e a cuidar do menino. Sabe porque é que há violação doméstica?" - pergunta ele a certa altura, como que interpelando directamente a Professora - "Porque não fazem as tarefas domésticas e quando o marido a apanha em casa a ver televisão e o comer não está feito e a casa suja, por varrer!" E agora a piéce de resistance : a sondagem entre os colegas...
"Em doze destes rapazes, 11 acham que a violação (penso que ele quereria dizer violência, mas em todo o caso...) é bem aceite, quando os homens chegam a casa e a casa está suja, por varrer, as mulheres devem levá-las."

No meio de tanta gente, há sempre um mais escarecido: "As mulheres vieram ao mundo para trabalhar e ontem descansaram".

Entre tanto rapaz, interessante o ponto de vista das mulheres da turma. Aqui vai uma...
"Ainda bem que algum homem homenageia ("ominigia" no original) as mulheres porque os homens só sabem dizer que são os melhores e que as mulheres não prestam.
Os homens não são imperfeitos mas não são os melhores."
Minha querida, a menina lá sabe...
"A mulher tem direito a falar e a expressar os seus pensamentos.
Porque é que os homens têm que estar sempre na frente de tudo?
A mulher tem direito ao dia dela, a poemas de consolação
(?!!!) e a muito mais.
As mulheres não vieram ao mundo só para trabalhar, porque senão não havia vida."
Ora aqui está: vieram para trabalhar e procriar, é isso?
"As mulheres não são perfeitas, ninguém é perfeito.
Nós não somos escravas dos homens.
Há mulheres que trabalham para sustentar centenas de vícios do homem. E essas o que são?
Não há discriminação, todos iguais, todos diferentes.
Porque é que há homens que preferem mudar para mulheres?"
Pois, minha amiga, isso também eu gostava de saber...

Nota da redacção: às vezes a realidade ultrapassa a imaginação. Tudo o que aqui está é uma transcrição fiel. Estes olhinhos que a terra há de comer leram tudo.

sexta-feira, fevereiro 20, 2004

NINGUÉM LEVA A MAL...
Conheço um gajo que as únicas vezes que se mascarou em adulto foi de mulher. Nem me vou pôr para aqui a dissertar sobre a teoria da exteriorização do lado feminino em cada homem pois iria dar confusão e tão pouco faço ideia de como sustentar o facto. O que me interessa realmente é que ele o fez e fê-lo a preceito, de vestido preto tão justo quanto curto (o vestido já ficava justo e curto à sua namorada de então, menos corpulenta que ele. Imaginem...), dois pares de meias de vidro da mesma cor (sim porque só com um os pêlos das pernas viam-se todos), sapatinho a condizer e cabeleira loira encaracolada numa personificação de qualquer coisa como a Marisa Cruz da recta de Pegões. Pormenor importante: duas das suas amigas incumbiram-se de lhe fazer a maquilhagem. Uma vez pronto o "boneco", terá dito alguém que viu: "já comi pior e não me fez mal nenhum!".
A namorada mantinha-se prudentemente à distância num misto de vergonha com deboche. Mal sabia ela que o vestido, no corpinho daquele gajo com mais 30 kg que ela, jamais voltaria a ser o mesmo.
Parece que a pior parte foi a pouca liberdade dos testículos do rapaz entre tanto tecido justo. Foi complicado de acondicionar e de aguentar pela noite fora.
Consta que o rapaz foi apalpado nessa noite como nunca o fôra em toda a sua vida. Mas também, estava a pedi-las, não é?!...
O pior foram as dores nas costas. Os saltos altos dão cabo das costas a um gajo. Quer dizer... não sei... disseram-me.

sábado, fevereiro 14, 2004

SONHO II
Areia... Tudo o que os meus olhos alcançam. Estou no deserto, belo e implacável e vagueio... Sem norte que me guie, sem água que me saceie, caminho mas não vislumbro pegadas. Não vejo sinais de vida. Sofro. Não sei sequer se estou onde julgo estar. Desespero. Só a minha sombra me faz companhia. Descanso. Só a minha sombra sugere que sou real. Serei?
Aqui, o tempo e o espaço correm sem sair do sítio. Por vezes julgo estar onde quero, outras tento fugir com todas as minhas forças mas o deserto parece querer engolir-me e fazer-me de novo pó.
Sem qualquer outra esperança, vagueio à procura dum oásis, duma réstea de vida, de alento. Caminho perdido entre o azul dos teus olhos que o céu quis para si, e a cor dos teus cabelos com que a terra se pintou. E à noite, as estrelas levam-me pela mão de volta ao leito onde te queria a dormir e onde finalmente desperto do sonho.
Lá fora, chove. Cá dentro, também...

COMEÇAR O DIA DOS NAMORADOS NO FIM DA GRELHA DE PARTIDA (SERÁ PRENÚNCIO?)
Dia de S. Valentim. Levantei-me às 8h 30m para rumar a Palmela para tomar parte de um Grande Prémio de Kart. Ok... Grande Prémio não será bem o termo mas que foi uma corrida simpática, lá isso foi!
Máquinas de nove cavalos, nove! (Eh, tanto cavalo!...) À volta de dezasseis concorrentes, 30 minutos de prova, uma pista desconhecida para mim e um honroso(?) 12º lugar na grelha de partida e repetido à chegada...
E eu que pensei que levar o capacete igual ao do Ayrton Senna, chegava!

sexta-feira, fevereiro 13, 2004

AZAR PARA UNS...
Sexta-feira 13, dia de todos os azares. Dia em que me lembro sempre e invariavelmente da mesma pessoa - do meu avô. O Mestre Ilhéu. Pessoa responsável em grande parte pelo meu desejo e gosto de aprender e, segundo o que me contam, supersticioso. Nada pior para uma pessoa que nasceu num dia 13 e cuja filha, minha mãe, nasceu numa sexta-feira, número e dia da semana pelos quais tinha verdadeira aversão.
Lembro-me de ele me ensinar a talhar as letras do alfabeto em cascas de laranja, de ele me ler vezes sem fim as histórias da cartilha por onde me queria ensinar a ler (tenho que a ir procurar), lembro-me de jogar às damas com ele (eu tinha jeito para perder). Lembro-o como uma das pessoas mais inteligentes que conheci apesar de a escola ter ficado para trás uma vez terminada a 4ªa classe. Lembro-o com verdadeiro orgulho, daquele que me deixa os olhos turvados enquanto escrevo. Homem de fortes convicções (demasiado fortes, dirão alguns), ouvi-lo era sempre uma lição...
Que bom que seria se ele estivesse por cá. Por certo que hoje teria alguma coisa para me dizer. Eu ouvi-lo-ia como fazia quando tinha quatro anos.
Já não o vejo há uns tempos. Vai para 20 anos e, no entanto, parece que foi ontem. Tenho a ceretza que está bem.
Não sei se apesar das suas superstições alguma vez ele terá tido azar. Eu, por mim, tive uma sorte imensa em o ter conhecido.
Um beijo...

PS - À Ana, mulher tão linda quanto corajosa que está com ele, à Maria e ao Zé que ainda estão comigo, outro enorme beijo.

terça-feira, fevereiro 10, 2004

HORÓSCOPO
«Signo de Gémeos - Poderá sentir especial prazer e divertimento nas relações com crianças(?!!!), pelo que deve aproveitar esses momentos para se descontrair e relaxar dos afazeres quotidianos. Período particularmente intenso a nível amoroso ao longo do qual a paixão vai imperar.» in Correio da Manhã, 10-02-2004

CRIANÇAS??!!! Como nativo de gémeos, sinto-me profundamente ofendido e lesado na minha reputação. É por estas e por outras que não leio o jornal em causa. (Excepção feita aos anúncios de cariz sexual e sobre o qual dissertarei em futuro próximo...)
Posso sugerir a substituição do termo "crianças" por "gajas boas"?

segunda-feira, fevereiro 09, 2004

DE AMANHÃ EM DIANTE...
Amanhã, quando acordar, está aí mais uma semana. Mais cinco dias úteis e dois inúteis. Se tudo correr normalmente vai ser uma semana de novos stresses, boatos, (des)ilusões, (des)amores, incompetências, ignorâncias, mesquinhices, chatices e outras merdas.
No entanto, espero acabar a semana em grande. E não me refiro ao Dia dos Namorados que este ano me vai passar ao lado fruto do meu actual estado civil. Esperem que lá para sábado logo vos conto...
Também haverá outras coisas boas que, se me permitem, guardo para mim não vá p’raí aparecer alguém a querê-las estragar (mesquinhices, lá está).
Às vezes tenho pena que algumas pessoas não leiam isto. Era uma boa oportunidade de as mandar à merda!

terça-feira, fevereiro 03, 2004

SONHO I
Hoje disseste-me que um dia hás de partir. Não hoje, não amanhã, mas um dia... "Para onde?" perguntei eu. "Para longe". Agora que já me habituei à tua presença, agora que a ausência me pesa, agora que me fazes falta, vais-te embora. Mas é a Tua vida que está em causa. A Minha não interessa porque a Nossa não existe. Mas eu não desisto assim.
Hoje disseste-me que um dia hás de partir. Quem sabe se não irei contigo?...

quarta-feira, janeiro 28, 2004

...
Hoje vai ser dia para custar a dormir.
TRECHOS...
Tenho a descarregar uma versão dos No Doubt de uma grande música dos Talk Talk, "It’s my life". Entretanto vai tocando Jack Johnson (Flake).
Segue a Maria Rita. O melhor disco que eu comprei em 2003. "Agora só falta você...".
Finalmente: "it’s funny how I find myself in love with you (...) It’s my life!". Sempre gostei disto. O disco toca incessantemente no carro. E agora em casa, no pc... "it’s my life / don’t you forget..."
Vem aí Sheryl Crow. Outra versão, desta vez do Cat Stevens: "The first cut is the deepest". Nem sempre... Mas continua a ser uma grande música!
Mais uma versão. Avril Lavigne a bater às portas do céu. Bob Dylan cantado por Guns e por sua vez por esta canadianazinha de 18 anos ou coisa que o valha. Mas nem isso tira a magia à música. "Knocking on heaven’s door".
Agora para aligeirar: The 80’s. David Fonseca. Gosto sempre de voltar um pouco atrás. "I should have met you in the eighties!"
Já sei o que vai tocar a seguir. Foo Fighters com esse grande tema acústico "Times like these". Em tempos como estes, fico em casa a ouvir música... It’s times like these / you learn to love again...
Enquanto isto toca vou escrevendo e falando com alguns amigos na net. É engraçado como isto nos aproxima e, ao mesmo tempo, nos deixa sozinhos.
"It’s a new dawn / it’s a new day / it’s a new life for me / and I’m feeling good" Muse a sentirem-se bem (Feeling good). Eu, por mim, podia sentir-me melhor. Uma música com reminiscências do Jazz. Muito boa... vou deixá-la tocar...
Enquanto procuro na minha base de dados, toca a arrebitar: Outkast "Hey Ya!".
"Bother" Audioslave. Isto deixa-me de rastos. Segue para a próxima...
Aimee Mann. Conhecem? A descobrir. A tal da banda sonora da campanha de prevenção rodoviária e do Magnólia (wise up). Por aqui toca o "deathly".
Estou a ficar ainda mais deprimido. Vou sair. Vou dar uma volta de carro. Estou farto de estar a olhar para as paredes. Até já!
...
...
Voltei. Meia noite e meia. No carro ouvi muita coisa da minha selecção musical. O final, a última música antes de chegar a casa, é quase sempre a mesma (pelo menos nos últimos tempos): "Here comes the flood" do Peter Gabriel. Para me aproximar dos lençois afastando-me a cabeça da viagem em que anda e da qual não há meio de regressar.
"I could drink a case of you / and still be on my feet" quem o diz é uma das minhas intérpretes de Jazz preferidas. Diana Krall de seu nome, "case of you" a música. Hoje não a ouvi. Fica para a próxima.

A música não tem que ser sempre erudita, ou de qualidade inquestionável. A música diz-nos mais ou menos consoante o estado de alma. E é isso que importa.
Há noites assim, em que chove...
Boa noite.

segunda-feira, janeiro 26, 2004

LUTO
Vivemos na órbita do futebol. Idolatramos as suas vidas de sonho. Esquecemo-nos, por vezes, que são homens. Pomos nos seus ombros as razões das nossas tristezas e felicidades. Talvez por isso a realidade nos lembre a espaços que nada é garantido.
Vimos hoje o Feher morrer perante os nossos olhos. Nestas alturas não faz sentido falar em cores, golos, penaltis e árbitros. Tudo se relativiza quando se perde uma vida assim.
Despediu-se com um cartão amarelo. Para quem o levou, o vermelho directo...
Até sempre...

quinta-feira, janeiro 22, 2004

E VENHAM MAIS DOIS!
Não sei se por não conseguirem captar a atenção dos namorados - eles mesmos "agarrados" aos blogs - ou por simples osmose, duas das concubinas de outros tantos irmãos blogueiros, resolveram parir a sua própria cria. Se foi de geração espontânea ou assistida, não quero saber. Apenas sei que os animais já andam e falam. As primeiras palavras d'O Fio do Tempo foram sobre Deus. Já o Self Service dissertou sobre as razões das rãs saltarem. Rai's partam os catraios!

Isto 'tá s'a pôr lindo, tá!

quarta-feira, janeiro 21, 2004

PONHAM-SE A PAU!...
Andam por aí matulões de 2 metros a cobrar dívidas antigas. E eu? Devo alguma coisa?
É PÁSCOA
E venha de lá mais uma ressurreição na história da Humanidade. O gajo deixou de tomar os comprimidos receitados pelo médico e logo se julgou o J Cristo (sim, porque o homem É GRANDE e não o faz por menos) anunciando a sua morte para voltar à vida uns dias depois. Por mim tudo bem. Muda-se a Páscoa para o dia do seu regresso e a vida continua...
Com gajos destes espalhados por aí, Pilatos vai ter um trabalho dos diabos.

terça-feira, janeiro 20, 2004

A MULHER DE VERMELHO - PARTE III ou COMO ENGANAR UM PACÓVIO
A sick joke. A very, very sick joke... Based on true facts.

Se houver por aí alguém que queira fazer de outra pessoa um papalvo, pacóvio ou paspalho, faça o favor de ler e tirar apontamentos.

Acho que posso relatar o que se passou, integrando os acontecimentos numa espécie de experiência comportamental bem sucedida para uns, mal sucedida para outros, melhor, para outro. Ok, para mim.

Material Necessário:
- 1 grupo de sete pessoas que vamos designar pelas letras do alfabeto de A a G e que deverá integar o alvo da experiência, vulgo, papalvo e o actor principal. É imprescindível que este último tenha namorada.
- 1 mulher atraente vestida de vermelho. É indispensável que seja desconhecida do grupo.
- Mínimo de 2 telemóveis sendo que um deles tem que ser propriedade da vítima.

Procedimento científico:
Em primeiro lugar há que frisar que, no mínimo, deverá haver três dias disponíveis para o correcto desenrolar da cabala.
Primeiro dia. O grupo de sete pessoas chega a um bar onde se possa dançar. Discretamente, o grupo separa-se em dois sub-grupos. Num deles, ficará o actor principal e duas testemunhas (sujeitos A,B e C). No outro, a vítima, vulgo, palhaço, e o resto do cuorum (D, E, F e G). Os dados estão lançados.
Os três apressam-se para um sítio mais recôndito, donde não se consigam ver os companheiros. Aí identificam a potencial mulher de vermelho e elegem-na como cúmplice involuntária. Poucos minutos depois o sujeito E (E de "Eu", a vítima) recebe uma mensagem de A (o actor principal que, lembre-se, tem namorada) a dizer que está a dançar com a então ainda desconhecida woman in red . Obviamente, eu, desculpem, o sujeito E desloca-se apressadamente para junto de A, B e C para constatar os moldes em que a cena decorre. Uma vez lá chegado, B e C apressam-se a contar o sucedido entretanto. O sujeito A, agora a dançar sozinho, terá dado uns passos de dança com a gaja de vermelho. Bem gira, por sinal... O sujeito A, com um prazer mórbido em semear confusão, delira com a situação, comenta e instiga ao motim. Facto normal tendo em conta que o sujeito E, a vítima, vulgo, pacóvio, não ter namorada (dor de cotovelo, dirão uns, parvoíce natural, dirão outros. Concordo com a segunda). O sujeito E poderá dispersar, voltando amiúde para constatar eventuais evoluções que as testemunhas relatam. No regresso a casa, a estocada final. Mensagem de A para E, reiterando o deslumbramento pela dança.
Segundo dia. Café. Hoje, novamente em conjunto, faz-se o rescaldo da noite anterior. Mandam-se umas bocas só para manter o ferro quente antes de se lhe malhar. O grupo dispersa. À noite, o sujeito E lança enigmáticas mensagens para o seu blog referindo-se à woman in red, nome de código atribuído à rapariga.
Terceiro e derradeiro dia. Precipitam-se os acontecimentos. O sujeito A liga a E. Ao fundo ouve-se a namorada de A a exigir falar comigo, digo, com o sujeito E. Indignada e preocupada com a situação, a namorada questiona e pede explicações à vítima, vulgo, parvinho, sobre a famigerada noite, sobre a mulher de vermelho, sobre os acontecimentos. Parece que uma das testemunhas (o B) abriu a boca. A vítima, vulgo, nhónhó, vendo-se confrontado com uma situação que põe em causa a vida conjugal de A, seu amigo do peito, e que ele próprio reconhece parte da responsabilidade por tê-la instigado, apressa-se a contradizer a namorada de A. Como? Convencendo-a que existe ali um mal entendido e que quem dançou com a rapariga foi ele próprio, o único rapaz descomprometido do grupo e que o segredo se prendia com questões da vida pessoal do mesmo. Uma vez ultrapassada esta questão e desligado o telefone, E liga para B (o Bufo) para lhe pedir explicações acerca das bocas que mandou à namorada de A, nosso amigo. E é aqui, neste preciso momento, que tudo se precipita quando B diz que não fala com ela vai para quinze dias. Imediatamente, fez-se luz e E sente umas orelhas de burro a nascerem no sítio das outras que Deus lhe deu.
O que se passou? Pois é. Não se passou nada. A, B e C escolheram uma gaja à volta da qual construiram uma teia de acontecimentos que, pura e simplesmente, não tiveram lugar. Apenas me fizeram crer que sim. Uma vez lançados os dados, entrou em jogo a namorada de A que, obviamente, em conluio com o seu mais que tudo, me confrontou com o suposto deslize. O interrogatório, digno da Gestapo, não deixou outra saída senão a decisão tão altruísta quanto inconsciente, de tomar o lugar do suposto pecador. Calculem agora o que alguem que sabe que a história é mentira, pensa sobre quem prontamente assumiu uma tamanha mentira. Enfim, tivesse eu um buraquinho para me enfiar...
Enquanto não descobri a tramóia, garanto-vos, foram minutos de terrível angústia.
A hora que se lhe seguiu foi uma hora de acertar contas.
Ainda não recuperei...

P.S. - sei que jurei a sodomia como castigo para quem divulgasse algo sobre aquela noite. Mas não acham que já fui suficientemente encavado? Isto ainda vai valer umas boas gargalhadas à minha custa lá para o fim de semana.

segunda-feira, janeiro 19, 2004

A MULHER DE VERMELHO - PARTE II
still an extremely private joke! May those who speak be sodomized.
Esta vai de memória. Que não me atraiçoe.

(...)
Lady in red
Is dancing with me
Cheek to cheek
There's nobody here
There's just you and me
It's where I want to be
And I hardly know
This beauty by my side
And I never will forget
The way you look tonight
(...)

Chris de Burgh(?)

A MULHER DE VERMELHO - PARTE I
a very, very private joke. nevertheless...

(...)
The woman in red
The woman in red
Like fine wine she's going straight to my head
The woman in red
The woman in red
I'll settle for nothing less than her instead
(...)

Music & Lyrics by Stevie Wonder(bons olhos o vejam)

sexta-feira, janeiro 16, 2004

OS MENINOS À VOLTA DA FOGUEIRA...
É tarde. Escrevo sentado ao computador com uma chávena fumegante ao meu lado. Escrevo e não o faço feliz. Eu não queria saber! Não queria e não precisava! E no entanto disseram-me à mesma! A quem terei que me queixar? A quem poderei dizer "Não! Eu não queria saber que o Carlos Cruz tem manchas na pila!". Forçaram-me assim a ser redundante. A escrever duas vezes no mesmo dia sobre a mesma coisa. E eu não queria...
Sou um produto da revolução de Abril. Como tal, jamais poderei dizer que senti na pele a repressão de que oiço falar. Pode parecer estranho mas tenho alguma pena de não ter memórias dessa época. E digo-o por uma simples razão: a de dar valor à liberdade que hoje disfruto. Mas, apesar de tudo, é para mim claro que nós enquanto povo enfrentamos graves dificuldades em compreender que liberdade não é fazer o que se quer, quando e como apetece. Ter direitos não é sinónimo de anarquia. Ter direitos significa que para os exercer, não o podemos fazer para além do ponto onde estes se sobrepõem aos de qualquer outro indivíduo. Não compreendo por isso, entre tantas outras coisas, a razão pela qual Portugal tivesse que saber que o apresentador tem manchas no seu pénis. Não compreendo e não aceito. Não aceito que me esfreguem nos olhos o argumento do interesse jornalístico e informativo. O direito de informar (será que o é?) não se está a sobrepor ao direito de justiça e privacidade? E poderemos continuar a permitir que tal aconteça?
Não me espanto por isso que se volte a falar de censura. Neste estado de coisas não há futuro.
Há quem diga que são necessárias três gerações para limpar os efeitos de uma mudança de regime. É esse o tempo que eu vou ter que esperar para que aprendamos o que é a liberdade e o bom senso? Irra, que é muito tempo!!!...
Calem-se, porra!

(Se não me falha a memória:

Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão saber como se faz uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade
)

quinta-feira, janeiro 15, 2004

«UMA EM QUATRO UNIVERSITÁRIAS TEVE EXPERIÊNCIAS SEXUAIS FORÇADAS»
...e, ao contrário do que se diz por aí, não fui eu que eu tratei das outras 75%! Agradeço a consideração mas não posso aceitar tal elogio. Isto de espalhar as notícias assim nos meios de comunicação social tem os seus inconvenientes. Tenho que rever a minha posição em relação à censura jornalística...

quarta-feira, janeiro 14, 2004

UM BILHETE PARA A PRIMEIRA FILA, POR FAVOR
Mais um amigo do peito na blogosfera. Segundo parece, temos cinema. Sinapses, pelo menos. Um excelente sítio para consultar antes de decidir o que ver. É bom ter um amigo a saciar-nos a sede de cinema. Eu vou lá passar muitas vezes. Querem vir?... Apareçam.

segunda-feira, janeiro 12, 2004

BICHO DE 7 CABEÇAS
Não dá pé, não tem pé nem cabeça
Não tem ninguém que mereça
Não tem coração que esqueça
Não tem jeito mesmo
Não tem dó no peito
Não tem nem talvez
Ter feito o que você me fez
Desapareça, cresça e desapareça
Não tem dó no peito
Não tem jeito
Não tem ninguém que mereça
Não tem coração que esqueça
Não tem pé, não tem cabeça
Não dá pé não é direito
Não foi nada, eu não fiz nada disso
E você fez um bicho de 7 cabeças
Bicho de 7 cabeças

Letra de Zé Ramalho

Querem ver que o gajo anda a ler o nosso Blog?

SE EU FOSSE UMA MOSCA...
...tal como toda a gente, andaria por aí a ouvir conversas, entrar em casas, quartos de miúdas e balneários femininos.
Se eu fosse uma mosca andaria na merda. Como não sou, imito bem.

MÚSICA NO CORAÇÃO
A música tem destas coisas. Eleva-nos o espírito, faz-nos pensar. E há músicas e músicos que por um desconhecido desígnio (ou talvez não) nos parecem falar ao coração. Mais, parecem ter sido feitas à medida. E do modo como às vezes se atravessam ao caminho, parecem querer contrariar o acaso. Há músicas que entram nas nossas vidas em determinada altura porque não podia ser noutra. E há pessoas que por dom, sensibilidade, inteligência e amizade as jogam para a nossa frente na altura certa, depois daquela curva mais apertada.
Francisco, o Brasil é grande mas tu és maior. Um abraço.

sábado, janeiro 10, 2004

40% DOS PORTUGUESES JÁ RECORRERAM A PROSTITUTAS
...e ninguém me convidou?!!


OBITUÁRIO
Finou-se o Alentejo em Perigo.
Por aqui a bandeira ficará a meia haste.
Na sua lápide lê-se: "Foda-sssssee que aqui em baixo tá um frio do caralho!"
Paz à sua alma.

(Porque te foste tão novo?)

terça-feira, dezembro 30, 2003

AGRADECIMENTOS
Se me é permitido confessar um segredo, retiro grande prazer e satisfação do facto de alguém reconhecer algo, por pouco que seja, no meu trabalho. Principalmente, quando não há uma cara a quem o associar, quando permaneço anónimo para quem me julga. Foi por isso uma alegria ter sido agraciado com uma menção honrosa atribuída pelo Nikonman na sua Praça da República ao meu blog. A este espaço onde se avisa explicitamente logo à entrada "Aqui diz-se tudo. Não se aprende nada!". Apesar disto, alguém viu aqui alguma coisa. Só poderia vir de um fotógrafo. De alguém que vê as coisas como os outros não o fazem.
Para além da blogosfera, também partilhamos a cidade onde vivemos. Pode ser que nos encontremos por aí...
Espero continuar à altura da responsabilidade.

sábado, dezembro 27, 2003

APROVEITEM QUE EU NÃO VIVO SEMPRE!
E pronto! Já sei quando vou morrer. Será aos 82 anos, lá para o ano de 2057... Apesar de tudo, contava viver até aos 120. Enfim... ainda tenho algum tempo.
O que me deixou verdadeiramente preocupado é de ter uma probabilidade de 5%(!) de morrer durante um auto-fellatio! Acho mal! Altamente improvável e mal!

sexta-feira, dezembro 26, 2003

Uma pequena nota introdutória: quebro aqui a resolução de jamais responder neste espaço a qualquer comentário que me seja feito a propósito deste ou qualquer outro blog em que participe. Mas afirmar tal coisa em espaço público requer resposta. Serei eu digno de tamanho elogio? Custa-me a crer, aliás, tenho a certeza que não. Como tal e para o provar, passo a expor tudo o que sei sobre o assunto. Verão que é irrisório. Em todo o caso, muito obrigado.

«Es perito em tanga!!!»
Afixado por Stitch em dezembro 24, 2003 no Bicho de 7 Cabeças no post CONVERSA COM UM CABRÃO INSENSÍVEL


CONVERSA DA TANGA
I - Introdução
Abro as hostilidades retirando do centro das atenções tudo o que não interessa. Em primeiro lugar, coloco imediatamente de parte toda a roupa interior masculina. A minha religião não me permite abordar o assunto. Em segundo, distingo tanga de qualquer peça de lingerie que cubra mais de 3% de área corporal da mulher. Aí entramos na classificação de cueca que, em casos extremos - a de gola alta - pode ganhar contornos assustadores, inclusivamente, causar disfunções erécteis graves. Tamanhos XL permitem ainda a construção de paraquedas, velas de pequenas embarcações de recreio ou ainda camas de rede. Mas isso ficará para uma qualquer rúbrica de bricolage a desenvolver futuramente. Enfim, outras guerras...
Recentrando-me na tanga, por mais diminuta que seja, desempenha um papel simbólico enorme. Enquanto se encontra vestida representa o papel da última provação do conquistador, da última protecção da intimidade, do último bastião da resistência, do Santo Graal. Uma vez retirada... inicie-se o chavascal!
Como facilmente se poderá depreender do acima exposto, a complexidade desta derradeira etapa justifica uma abordagem minunciosa à arte da tanga.

II - A arte de despir
Uma relação quer-se acalorada e participativa. Assim sendo, o papel do homem é fundamental. Deverá ser activo por forma a garantir igual empenho da parceira. Consoante o clima gerado, o homem poderá proceder à remoção da tanga por três processos distintos: à mão, com a boca, ou por processo misto de mãos e pés.
O primeiro é o mais adoptado por ser, obviamente, o mais natural. O homem retira a tanga com a ajuda de uma ou de ambas as mãos, percorrendo com ela(s) toda a extensão das pernas da mulher. É um método seguro e pacífico. Como todos os outros, pode ser feito de um modo meigo e terno ou, se preferido, à bruta.
Quando feito com o auxílio dos dentes, exige alguns cuidados prévios. Em primeiro lugar deverá dominar o ambiente. Não vai querer provocar um ataque de riso na sua, até aí, envergonhada amante. Em segundo lugar, no caso de se tratar do chamado fio dental, há que ter precauções não vá o mesmo ficar entrelaçado nos dentes. Uma ida ao dentista com o fio dental da parceira pendurado entre os incisivos pode tornar-se desagradável. Faço aqui um pequeno aparte para referir a perigosidade deste processo com cueca XL. Existem casos de morte por asfixia!
Por último, o método misto envolve o trabalho de mãos descrito em primeiro lugar, enquanto a boca desempenha o seu papel na parte superior do torso. Sem nunca a desviar dos seus propósitos, uma vez atingido o alcance máximo dos membros superiores, passam à acção os membros inferiores empurrando até aos pés a peça de roupa em questão. A simultaneadade de movimentos exige concentração e coordenação motora mas permite manter o ritmo da acção. É um processo que pode revelar-se mais rápido quando não são exigidos artifícios de actuação.

III - A projecção
Uma vez retirada, a tanga poderá ou não ser afastada do palco da acção.
Se a opção passar simplesmente por ignorar a sua localização depois de retirada, a sua presença no local pode tornar-se incómoda.
No meu humilde entendimento, a opção correcta deverá ser o seu afastamento imediato. Proceder-se à projecção da tanga. Mais uma vez, estamos em presença de duas modalidades distintas: o arremesso puro, simples e despreocupado ou o arremesso artístico. Se o primeiro não necessita de apresentações, o segundo requer um domínio técnico que o coloca ao alcance só de privilegiados. Existem inúmeras variantes. Aquela que recolhe a minha preferência é aquela que é empreendida aproveitano a energia potencial elástica da tanga. Assim, com um dos braços esticado para a frente e com o polegar virado para cima, entrelaça-se o elástico no dedo enquanto que a mão disponível estica a peça de roupa em direcção à cara. Uma vez atingido o ponto ideal, corrige-se a trajectória e solta-se permitindo que voe pelo ar até ao ponto seleccionado. Normalmente, aponto à maçaneta da porta. Quando isto é feito às escuras, o brilharete é garantido. Se, no entanto, a tanga tiver selo, ao acender a luz poderá verificar com desagrado que a mesma ficou colada na parede, a cerca de metro e picos do chão.

IV - A procura
A última fase. Uma vez cumprida (ou não) a tarefa que nos levou ali, resta empreender o trajecto contrário. É agora hora de vestir. O processo de encontrar a dita tanga é mais ou menos complexo e expedito consoante o método adoptado anteriormente e o seu respectivo sucesso. Cuidado porque a chegada de elementos estranhos ao serviço pode implicar rapidez acrescida na procura.

V - Conclusão
Como facilmente puderam verificar, o volume de conhecimento que aqui expus é patético e jamais digno do elogio que me foi prestado e do qual não julgo estar à altura.
Muito terá ficado por dizer. Espero que todos vós me ensinem algo.
Para terminar, os meus sinceros agradecimentos ao autor do comentário que me fez quebrar a minha promessa. O meu muito e muito obrigado!

quarta-feira, dezembro 24, 2003

ESCLARECIMENTO ÀS HOSTES
Estranharão alguns sectores mais conservadores do meu público, a linguagem em que me deixei cair no post anterior. Cedi à tentação fácil? Talvez. Mas reservo-me o direito de prestar homenagem a um amigo escrevendo à moda de...
Para terminar, toda e qualquer afirmação de cariz xenófobo é de única e exclusiva responsabilidade dos intervenientes. A minha fonte garantiu-me que conhece o amigo do avô do gajo que tinha um primo que disse que leu no jornal que havia um padre que jurava a pés juntos que aquilo tinha sido assim. E se o gajo garante...
PRECALÇOS DE VIAGEM
...
M: - Acalmem-se... tudo se há de resolver.
G: - Preto dum cabrão é sempre a mesma coisa. Um gajo diz-lhe para ele trazer um simples mapa e o animal esquece-se! Irra qu’é grunho!
B: - Diz lá isso outra vez ó whitie! Diz lá isso que eu chino-te os cornos! Ouviste filho da puta?
G: - Ouvi, ouvi. Vais chamar os amigos, é?
M: - Tenham calma...
B: - Só se para baterem palmas, bacano. Tal não vai ser a coça que vais levar!
G: - Volta para a tua terra! O que é que trazes na caixa? Liamba, não?
B: - Vê lá é se eu não te meto a caixa pelo cu acima.
G: - Bolinha baixa!
B: - Foda-se! EU TRAÇO-TE CABRÃO! TIRO-TE OS OLHOS!
G: - Cheira mal. Será que pisei merda?
B: - Anda cá que eu dou-te a merda!
M: - Calma, meus jovens companheiros de viagem, calma.
B: - Sai-me da frente qu’eu parto-lhe a boca toda.
G: - És capaz de dizer isso em rap ó...
B: - Ó quê, caralho? Ó quê?!
M: - Vocês param de discutir?
G: - Um mapa, caralho. Um simples mapa e este gajo não o traz. Sabes o que é ao menos?
B: - É agora. Filho da puta, é agora!
G: - É assim uma coisa de papel, com uns riscos, uma rosa dos ventos. Desculpa, não deves saber o que isso é! Se soubesses não andávamos aqui perdidos, às voltas!
B: - Anda cá caralho! Desce daí que eu tiro-te os dentes pelo cu!
G: - Isso gostavas tu ó paneleiro!
B: - Paneleiro? Vê lá não te vá ó cu!
M: - JÁ CHEGA! CAMBADA DE MOÇOS PEQUENOS. ESTAMOS PERDIDOS? POIS BEM, VOU NAQUELA DIRECÇÃO! QUEM QUISER VIR, FAÇA FAVOR, QUEM NÃO QUISER, FODA-SE! QUANDO DECIDIREM ACABAR COM A BIRRA VÃO ATRÁS DA ESTRELA.
G: - Melchior, já te disse, ali com o tiburcio não vou a lado nenhum.
M: - Gaspar! Vai à merda! Vai onde quiseres, com quem quiseres. (gajo dum cabrão!) Eu tenho mais que fazer!
M: - E TU, BALTAZAR, PÕE OS COLHÕES EM CIMA DO CAMELO E VAMOS EMBORA Ó O CARALHO. CARALHOS MA FODAM SE VOLTO A VIAJAR COM ESTES GAJOS!
(Já aquela gaja deu à luz e eu ainda aqui ando a aturar estes dois) E NÃO SE DESPACHEM NÃO, QUE COM A VONTADE QUE EU TENHO PARA MIJAR!...

terça-feira, dezembro 23, 2003

AJUDAI O PRÓXIMO
Nesta quadra natalícia, algo acordou em mim. Numa altura em que o mundo está virado do avesso, senti que tinha chegado a minha vez de fazer algo para o melhorar. Foi assim que hoje de manhã, enquanto ia para mais uma sessão de fisioterapia, resolvi doar o meu corpo à ciência. De preferência, ainda em vida. E já agora, pode ser a uma qualquer massoterapeuta estagiária, não me importo...

quarta-feira, dezembro 17, 2003

"A VIDA É UMA DOENÇA CRÓNICA SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEL" - Woody Allen
Mas que merda! Não sai nada de jeito. Escrevo, apago, escrevo de novo para apagar outra vez. Melhor era dedicar-me a fazer crochet. Ou a qualquer outra coisa que não tenha absolutamente nada com o fazer correr letras que, ainda por cima, têm que fazer sentido. O tempo não está para boas disposições. Com as coisas que me têm acontecido ando a pensar ir outra vez falar com aquele gajo das barbas que ficou de rever o meu caso. Algo me diz que ainda não entrou ao serviço. Sabem como é. Função pública...
Mas voltarei meus amigos, voltarei! Entretanto penso ir para o Tibete em retiro espiritual. Para dar mais força e ênfase a esta minha decisão, ainda ponderei em mandar cortar o meu budazinho mas a irreversibilidade da medida já levou a que hordas de gajas devotas se manifestassem. Eram p’rái umas, sei lá... uma! Mas com o barulho não percebi se contra se a favor, como tal e pelo sim pelo não, fica... por enquanto! Confesso que a ideia de mijar sentado para o resto da minha vida também não me agradou.
Aguardem-me! Entretanto, não sei se já vos disse: tudo ao Bicho! (atenção: isto não é uma ordem para se jogar tudo à pilinha como se o apocalipse se aproximasse). À segunda-feira paro por lá. Esta semana o tema foi poligamia e eu já comecei a sofrer as consequências do que escrevi. Em vez de aproveitarem os ensinamentos...

sábado, dezembro 06, 2003

E AGORA, ALGO COMPLETAMENTE DIFERENTE...
...publicidade gratuita, descarada e sem qualquer qualidade inerente ao produto que a justifique.
É verdade, fui pai... de um bicho. E não estou a ser carinhoso. O gajo é feio como a mãe, de aluguer, puta também. Ainda por cima, seis outros pais compartilham as tarefas e responsabilidades inerentes à paternidade do animal. Bicho de Sete Cabeças. Lá escrevo à segunda feira (Alegorias da Caserna) para passar o resto da semana descansado. Acreditem, a orgia donde nasceu o pequeno monstro não é coisa que nos orgulhemos... Ao menos fui o primeiro...

This page is powered by Blogger. Isn't yours?